O modelo de substituição de importações está consolidado na indústria brasileira desde os seus primórdios, a tornando ineficiente. Ademais, a Terceira Revolução Industrial e Tecnológica trouxe novos desafios os quais a indústria brasileira não consegue transpor. Enquanto isso, os sistemas produtivos do capitalismo avançado operam se utilizando da quintessência tecnológica, o que lhes assegura uma fantástica produtividade e competitividade.Se a produção capitalista deslocou o eixo da acumulação para as fronteiras mais intangíveis da ciência e da tecnologia, enquanto a força de trabalho brasileira ainda é qualificada e opera sob o parâmetro fordista, essa sofre de uma relativa degradação da sua capacidade operativa quando comparada às demandas impostas pelo novo paradigma tecnológico e produtivo.Este livro analisa as dificuldades da indústria brasileira em se reestruturar perante os novos fundamentos de organização do trabalho e a introdução das tecnologias modernas de base microeletrônica. Também aponta para a possível degradação relativa da força de trabalho, principalmente em relação às novas demandas por trabalho enriquecido e qualificado.