A presente obra, centrada em questões de autoridade e desempenho na escola pública, apresenta contribuições que permitem pensar, além de todos os elementos tratados, sobre várias outras questões que se produzem no campo educacional contemporâneo, pormeio de discursos elaborados como forma simbólica de reprodução e manutenção das relações de poder que têm a escola como elemento central em disputas por projetos que atendem a distintas "pedagogias sociais". Os capítulos revelam um fio condutor emque o discurso dominante funciona como dispositivo que incide diretamente sobre o desempenho, que redefine as finalidades da escola, atendendo à lógica empresarial da chamada Nova Gestão Pública (NGP). Nesse sentido, a autoridade torna-se performativa, como um alicerce de determinadas práticas sociais, dentro e fora da escola, especialmente voltadas ao cumprimento de metas que servem à submissão à perspectiva competitiva dos rankings e coloca a gestão num outro lugar, que difere da diretriz democrática das políticas de Estado. No cotidiano escolar, quase sempre, essas práticas desvalorizam e interditam a reflexão crítica sobre a ação educativa, fortalecendo um viés de autoridade que se apresenta como substancialmente técnica/ tecnológica/ plataformizada, visando consolidar formas sofisticadas de adaptação a métricas para toda e qualquer atividade. Por isso, compreender os elementos discursivos que configuram a autoridade e o desempenho nas escolas pesquisadas, sob variados pontos de vista, exige entendê-las numa lógica que visa a administração total da escola. Identificar os discursos e métricas em seus sentidos e significados também permite encontrar brechas para formas de resistência, em que alternativas à administração totalitária revelem a dimensão crítica necessária a toda educação que mereça esse nome e que vise à emancipação humana. As organizadoras