Histórias reais de criatividade, coragem e subversão cultural durante a ditadura militar, Chame o ladrão faz um retrato vibrante de como a música e a arte venceram o silêncio imposto. Mesmo sob vigilância, proibições e censura, a arte brasileira não se silenciou. A criação nunca parou. Em Chame o ladrão, Miguel de Almeida revela como músicos, escritores e cineastas encontraram formas inesperadas, e algumas brilhantes, de driblar a censura e fazer sua arte sobreviver.A partir de episódios reais, o autor apresenta os bastidores de uma batalha silenciosa entre o aparato repressivo do Estado e a inventividade dos artistas. Pseudônimos, metáforas, códigos secretos e estratégias ousadas transformaram a cultura em um espaço de resistência: "jogadas individuais" de artistas que, com seus próprios truques, driblaram a censura; a criação de redes de movimentação para enfrentar a repressão; a gradual perda da narrativa por parte dos militares, quando a censura já não conseguia conter a literatura. Por fim, as histórias expõem também o lado dos censores, ridículo, mesquinho e medíocre.Baseado em entrevistas exclusivas com ícones como Luiz Carlos Barreto, Roberto Menescal e Ignácio de Loyola Brandão, Miguel de Almeida explora a criatividade brasileira para além da dor, focando na inteligência, no humor e nas artimanhas para fazer a arte chegar ao público.Com ritmo ágil e pesquisa cuidadosa, Chame o ladrão resgata um capítulo fascinante da história brasileira e mostra que, mesmo nos períodos mais sombrios, a arte sempre encontra um jeito de ser ouvida.