Rogério N. Faleiros tem estudado continuamente o desenvolvimento político, econômico e social da China desde que participou, em 2011, de um projeto de pesquisa comparativa entre sete países em desenvolvimento, empreitada que incluía o Brasil e a China. Neste livro, ele se baseia na teoria crítica do eurocentrismo de Samir Amin e na teoria de transferência de custos de Wen Tiejun para dar sentido às suas observações e descobertas em primeira mão realizadas em suas viagens de campo às áreas rurais e urbanas da China. Por meio de políticas públicas de alívio da pobreza, Faleiros examina especialmente como o país lida com a polarização social e a pobreza em meio a décadas de crescimento econômico. Ele não apenas fornece uma análise histórica do Dibao urbano e rural, mas intervém nos debates acadêmicos sobre suas implicações, eficácia e pontos fracos. Suas reflexões lançam luz sobre a possibilidade de comparar, contrastar e reconhecer diferentes sistemas de bem-estar social existentes no Sul Global, importantes no enfrentamento da desigualdade e na construção de uma sociedade inclusiva.- Lau Kin Chi, Universidade de Lingnan, Hong Kong, China. Membro fundadora da Global University for Sustainability, uma rede de intelectuais de todo o mundo preocupados com questões de sustentabilidade, reconstrução rural e soberania alimentar no Sul Global.---Neste livro, Rogério N. Faleiros chama a atenção para as mudanças drásticas na vida cotidiana das pessoas comuns na China, como a proliferação de telefones celulares e da internet, a extensão de rodovias e ferrovias, a produção e o consumo digitalizados, o aumento de automóveis, o surgimento de entregadores delivery, entre outras. Em seguida, ele faz uma análise abrangente do Dibao, um programa de transferência de renda implementado em todo o país nas áreas urbanas desde 1999 e nas áreas rurais desde 2005. Ele argumenta que o programa é caracterizado por um alto grau de descentralização em sua administração. Enquanto isso, ele explica a necessidade de ir além do Dibao, o que significa examinar outras políticas contemporâneas de educação, saúde, habitação e emergência e, particularmente, políticas rurais que são sempre priorizadas no planejamento estatal, em termos de construção de uma rede de seguridade social. Vale a pena ler esse livro a partir de uma perspectiva brasileira sobre as formas chinesas de garantir a proteção social, especialmente quando comparadas às políticas e à implementação do Bolsa Família no Brasi