Diretrizes para uma política econômica brasileira

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Diretrizes para uma política econômica brasileira

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9786557175507
R$ 69,00
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    • 1
      Autor
      Caio Prado Indisponível
    • 2
      Páginas
      208 Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      15.6 x 2 x 23 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9786557175507 Indisponível
    • 9
      Situação
      Pré-Venda Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      17/06/2026 Indisponível
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Preparado como monografia para o concurso à cadeira de Economia Política da Faculdade de Direito da USP em 1954, Diretrizes para uma política econômica brasileira, de Caio Prado Júnior, nunca foi publicado comercialmente - teve apenas algumas cópias distribuídas à época. Na obra, o autor discute o processo histórico brasileiro, a questão do mercado interno e externo, o "marginalismo" de algumas regiões do país, os ciclos econômicos, o papel do capital estrangeiro, a indústria, o imperialismo e a questão agrária. Caio Prado Júnior defende "larga reorganização e redistribuição dos elementos estruturais do país" e apresenta uma compreensão das contradições existentes no território nacional com o objetivo de assegurar uma democratização real não restrita às esferas jurídicas e políticas. "Devemos notar muito bem o dualismo que observamos na economia brasileira, a saber, de um lado, o sistema colonial que nele prevalece; de outro e esboçando-se no interior daquele sistema, novas formas econômicas que apontam na direção de um desenvolvimento diferente daquele que sempre tivemos no passado. Essa distinção é essencial para se ter um panorama adequado da economia brasileira e para nele se orientar, pois de outro modo resulta a ilusão, tão frequente na observação e interpretação de nossa economia, que podemos passar como que automática e espontaneamente de uma para outra linha de desenvolvimento", escreve o autor. Trecho"De um modo geral, o funcionamento do sistema colonial no conjunto econômico integrado pelo capital financeiro do imperialismo acentua ainda mais a posição vantajosa dos países centrais em confronto com as economias que lhes são complementares. Sem contar a insinuação do capital financeiro em todas as atividades lucrativas das colônias, auferindo com isso indiretamente através de empréstimos, financiamentos, participação financeira, especulação comercial e cambial etc. a maior parcela de proveitos de tais atividades, sem a contrapartida em geral de riscos, o sistema colonial, tal como opera atualmente, importa numa deterioração permanente das relações de troca em prejuízo das colônias; isto é, os preços relativos da produção primária e das manufaturas de cuja troca se constituem em última análise as relações comerciais entre países coloniais e industriais, se tornam cada vez mais desfavoráveis para a produção primária."

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