Ao ler esta obra, me pergunto de que maneira é possível transformar a prática de uma profissão historicamente autônoma e liberal em uma prática de cuidado em saúde bucal que dialogue com os princípios da Política Nacional de Saúde Bucal, faça sentido para o profissional que adentra o Sistema Único de Saúde e atenda às necessidades das pessoas em suas diversas formas de utilização. O SUS é um projeto contra-hegemônico, mas nossos profissionais - não apenas os da Odontologia - são formados dentro de uma lógica privatista. Como enfrentar essa contradição no campo do trabalho no SUS? Josevan e Lilia nos apresentam esse dilema de forma clara, provocando reflexões necessárias e urgentes para o SUS e para suas trabalhadoras e trabalhadores. - Profa. Dra. Doralice Severo da Cruz Coordenadora-Geral de Saúde Bucal do Ministério da Saúde do Brasil (2023-2025)Mas como ficam a saúde bucal, os programas voltados para o cuidado e a prevenção de doenças, ou seja, a consciência social na própria profissão? Os estudiosos consideram indiscutível a importância da proposta de 2004 denominada Brasil Sorridente, uma vez que o governo federal deu prioridade à saúde bucal, com financiamento aliado a uma proposta de intervenção. Já a formação e o trabalho em saúde bucal ainda patinam no compromisso com o Sistema Único de Saúde (SUS) e com o controlesocial, faltando ainda aprofundar uma compreensão crítica dessas necessidades sociais. Os autores serão peremptórios quanto à importância da conscientização do grupo formador.