A escrita carteriana que busca, por meio do exagero e da problematização de temas sociais, propor a reflexão sobre as mazelas atuais, permeia sua ótica em representar sujeitos comumente marginalizados e desviantes, conferindo-lhes poder e autonomia,a fim de que nessas narrativas possa-se refletir sobre as perspectivas hegemônicas e imperialistas que circundam a sociedade. Angela Carter, um importante nome dentro da literatura anglófona, usa de sua escrita como mote para pôr fim a velhos preconceitos e discursos, que transformam os sujeitos marginalizados, principalmente o feminino, em acessórios ao padrão patriarcal e normativo de comportamento.