A dicção artística de Marcelo Lapuente Mahl revela-se serena, aproveitando ao máximo a expressividade dos substantivos, a ordem direta dos enunciados e o poder das palavras não pomposas, forjando um efeito de sentido de discurso histórico bafejado pela poesia levemente lírica e descritiva, parecida com as composições parnasianas mais equilibradas e bem-sucedidas. É assim, isto é, por meio de poemas, de flashes históricos, de registros visuais ou, simplesmente, de textos, que o escritor desenterra as cidades de Pompeia e de Herculano, apresentando à luz do dia o que não se deve nem por um minuto deixar calado na madrugada dos tempos. João Adalberto Campato Jr.