ESCREVER SEM ESCREVER: LITERATURA E APROPRIAÇÃO NO SÉCULO XXI

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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      VILLA-FORTE, LEONARDO Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      EDICOES RELICARIO Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      224 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2019 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2019 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      ‹ ›
      14 x 21 x 1.3 Indisponível
    • 9
      ISBN
      ‹ ›
      9788566786873 Indisponível
    • 10
      Situação
      ‹ ›
      Sob Encomenda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      ‹ ›
      27/05/2019 Indisponível
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Quando falamos em música falamos em remix e DJ. Quando falamos em audiovisual, falamos em montagem e mash-up. Para a arte contemporânea, o crítico Nicolas Bourriaud forjou o termo "pós-produção", que aponta a tendência atual de obras que não são criações originais mas reciclagens ou reproposições de obras anteriores ou objetos pré-existentes. Em comum a esses campos e situações, os gestos de apropriação e deslocamento, consagrados pelos ready-mades de Marcel Duchamp e por outros artistas da vanguarda. Entretanto, no ambiente tecnológico contemporâneo, com seus estímulos e ferramentas específicos, a apropriação e o deslocamento adquirem novas facetas. A pergunta da qual esse livro parte é: de que maneira a escrita e a literatura se inserem e participam desse novo contexto? Copiar e colar. Seleção e edição. Gravação e transcrição. Cut-up, apagamento, supressão. Pirataria. Buscas no Google. Plágio, cópia, imitação. Como o ato da citação e a cultura remix dialogam? Em que medida o escritor contemporâneo pode ser pensado como um artista conceitual ou um curador de textos alheios? Quais são as consequências para as práticas de leitura e para a ideia de autoria? A partir das noções de "escrita não-criativa", de Kenneth Goldsmith, "gênio não-original", de Marjorie Perloff, e do "Manifesto da literatura sampler", de Fred Coelho e Mauro Gaspar, Leonardo Villa-Forte estuda obras recentes de escritores, artistas e poetas brasileiros e estrangeiros, para pensar a escrita diante, ou melhor, dentro desse ambiente em transformação.

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