FINNEGANS WAKE (CAP. VIII - ANNA LIVIA PLURABELLE)
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Autor : JOYCE, JAMES
Editora : KOTTER EDITORIAL
Páginas : 96
Edição : 1 - 2022
Ano : 2022
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 15 x 21 x 2
ISBN : 9786553610491
Situação : Sob Demanda
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Está em sua mão o capítulo 8 de Finnegans Wake, "Anna Livia Plurabelle", o mais conhecido do livro. Foi muitas vezes traduzido, e por nomes importantes, como Samuel Beckett. O próprio Joyce acompanhou a tradução de "ALP" para o francês e o italiano.É deste capítulo a porção do livro que Joyce leu para um gravador em 1929, em Cambridge, quando o título Finnegans Wake, que emergiu em 1939, ainda era um mistério e o livro se chamava "Work in Progress", uma "Obra em curso".Ao escrever esta orelha me pego pensando no quanto a palavra "orelha" é importante em Finnegans Wake, obra-rio em que riocorre Persse O'Reilly (oreille = orelha) ou Earwicker (ear = ouvido / orelha). Em outras línguas, esse flap do livro tem nomes menos sugestivos. Que capricho da língua portuguesa ter orelha e não rabat!Penso, também, em como o tradutor Vinícius Alves, habitante das águas catarinenses, fez bom uso da memória infantil gravada na concha da sua orelha para usar nesta tradução de "Anna Livia Plurabelle" o falar das lavadeiras da praia de Cacupé.Nada de "gagagueira dublínica" por aqui. O "somtido" vem de outras praias. Joyce foi cristalino ao dizer que Anna Livia fala a língua de um rio. Por isso, quem mergulha a traduzir essa conversa de lavadeiras à beira do Liffey precisa nadar livremente pelas águas que lhe marulharem. "Agorouva", diz uma das mulheres. E quem esticar as orelhas e lhe obedecer vai aos poucos sair da deriva "antiabecedariana" e entrar no delta da fruição.
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