Freud e os não-europeus

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Freud e os não-europeus

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9788575590485
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    • 1
      Autor
      Said: W. Indisponível
    • 2
      Páginas
      112 Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2004 Indisponível
    • 4
      Ano
      2004 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      14 x 1 x 21 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9788575590485 Indisponível
    • 9
      Situação
      Disponível Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      31/12/2004 Indisponível
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Último livro de Edward W. Said, intelectual palestino e um dos maiores militantes pela paz na região, Freud e os não-europeus parte de uma suposição feita no texto ''''Moisés e o Monoteísmo'''', do pai da psicanálise, Sigmund Freud - ele próprio de origem judia e ateu -, de que Moisés não era judeu, mas sim egípcio. A partir de Freud, Said discute a construção da identidade judaica, suas relações com a concepção de que grupos são ou não são ''''europeus'''', e a dinâmica da identidade étnica e religiosa em momentos diferentes da história. Na Viena onde viveu Freud, de forte sentimento antissemita, durante a Segunda Guerra Mundial, particularmente no Holocausto e atualmente, dentro do conflito palestino-israelense.Utilizando uma impressionante gama de materiais da literatura, da arqueologia e da teoria social, o ensaio de Said constitui uma exploração das implicações desta obra de Freud para a política do Oriente Médio de hoje. Said analisa temas como o uso da arqueologia para validar a ocupação da terra e os direitos nacionais dos dois lados do conflito, e a adoção de Israel como um estado ''''ocidental'''' após 1948, naquilo que, segundo Said, ''''mais pareceu uma paródia das divisões (raciais) tão assassinas de antes'''', em oposição e em um papel de controle perante os estados e povos ''''não-europeus'''', árabes, da região. A esta visão, que coloca os dois povos como se fossem destinados ao conflito eterno entre si, Said expõem as ideias de Freud sobre uma identidade judaica mais aberta, menos absoluta, que seria negada pela política oficial do estado israelense. Desta nova origem levantada por Freud, pergunta-se o autor, ''''pode algum dia se tornar a fundação não-tão-precária, na terra de judeus e palestinos, de um Estado bi-nacional no qual Israel e Palestina sejam partes e não antagonistas da história e da realidade subjacente um do outro? ''''Nascido de uma conferência proferida por Said no Museu Freud, em Londres, em dezembro de 2001, Freud e os não-europeus traz ainda uma resposta a Said da professora inglesa Jacqueline Rose, da Universidade de Londres, e uma introdução escrita pelo psicanalista Joel Birman, professor do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Um livro polêmico, que com grande humanismo e erudição questiona as versões e ficções que estão nas raízes dos fundamentalismos.

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