Esta coletânea de contos, com a narrativa particular e inventiva da autora Jô, oferece um olhar que transita entre a doçura da infância e a "adultice" realista e ácida, expondo os absurdos das violências vividas e presenciadas, principalmente contrao racismo e o machismo. Jô poetiza a vida cotidiana e resgata memórias de sua ancestralidade, vivenciadas na cidade de Paulo Afonso, Bahia, ao lado da família, onde "caboclos viviam a vida na 'sede da seca que ardia a moleira' 'enquanto a chuva não vinha'".