ILUSÕES BÁRBARAS

SKU 325354
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9786561391344
R$ 79,90
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    • 1
      Autor
      Moisés Alves Indisponível
    • 2
      Editora
      CÍRCULO DE POEMAS Indisponível
    • 3
      Páginas
      160 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      13.5 x 20 x 1 Indisponível
    • 9
      ISBN
      9786561391344 Indisponível
    • 10
      Situação
      Lançamento Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      01/09/2026 Indisponível
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"Vamos, atenda o telefone,/ é urgente, quero cantar pra você" - na poesia de Moisés Alves, em Ilusões bárbaras, há sempre uma conversa acontecendo ou tentando acontecer. Há um "você" e um "eu". Por vezes, temos a impressão de que quem fala "eu" é o próprio poema, que lança suas palavras em direção ao poeta. Noutras, é ele quem diz "eu" e nos coloca, leitores, no lugar desse "você", que recebe as setas afiadas nas horas mais comuns: "A vida é uma guerra./ Espalhada por todo canto,/ inclusive nas casas".O que essas conversas nos mostram são relações intensas, truncadas pela incompreensão, pelos silêncios (nunca ouvimos, do outro lado, a voz do "você"), pela violência. Há o forte desejo de escapar dessa espiral, mas os caminhos não são simples: "sei bem do que viver é capaz". Há fúria movendo-se por dentro, mas, de repente, tudo se enrosca ao temor de que já seja tarde demais para que as coisas mudem de rumo: "uma mágoa não se arrasta/ tão facilmente de um canto a outro/ sem ferir o chão da casa".O pai, a mãe, os deuses, os amantes são convidados a entrar nos poemas, mas é sempre ríspida a recepção: "O amor é um cão/ em cólera". Talvez venham daí, desse atrito de que elas nunca fogem, a densidade e a força dessas palavras colhidas na vida, que têm "cor, ritmo, hálito, sabor", como afirma Jorge Alencar na orelha do livro.

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