LIDANDO COM O PASSADO AUTORITÁRIO NO BRASIL: DE FHC A BOLSONARO

SKU 317875
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9788584046041
R$ 71,00
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    • 1
      Autor
      GISELE IECKER DE ALMEIDA Indisponível
    • 2
      Editora
      HUCITEC Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      14 x 2 x 21 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9788584046041 Indisponível
    • 9
      Situação
      Disponível Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      26/05/2026 Indisponível
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A memória não é um espelho fiel do passado, mas um terreno em disputa. Em Lidando com o Passado Autoritário, questiona-se a ideia de que as Comissões da Verdade e Comissão de Anistia serviriam apenas para "revelar" fatos ocultos. Sob a lupa da historiografia, a autora demonstra que o Estado brasileiro operou, na verdade, uma seleção deliberada do que deveria ser lembrado.Ao analisar duas décadas de políticas oficiais, a obra expõe como se construiu uma narrativa focada na reparação financeira e na figura da vítima, evitando o confronto direto com as estruturas militares. Essa "memória pacificada" criou uma falsa sensação de acerto de contas, enquanto, na prática, consolidava-se a impunidade.Uma leitura essencial para compreender como as narrativas oficiais moldam - eliminam - o nosso horizonte político. Ao demonstrar como a recusa em enfrentar os crimes de ontem deixou a porta aberta para o autoritarismo de hoje, este livro convida a desconfiar dos consensos estabelecidos e a entender por que, no Brasil, o passado insiste em não passar.*-*-*-*-*Como o Estado transforma "história" em "memória oficial"? Nesta densa análise, investiga-se a arquitetura discursiva por trás das políticas de reparação e memória no Brasil pós-1988. A autora examina projetos como a Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, Comissão Nacional da Verdade e Memórias Reveladas: não apenas documentaram a violência, mas reentadigaram o passado autoritário. Ao analisar a retórica oficial, o livro revela como se construiu uma memória focada na vitimização e na linguagem dos direitos humanos, criando uma teleologia que projeta a transição como uma evolução natural da barbárie para a civilidade democrática. Ao tratar essas iniciativas como "lugares de produção de memória", a obra expõe as engrenagens de uma narrativa que, embora conciliatória, produziu um passado despolitizado. Trata-se de uma leitura fundamental para entender os usos políticos do passado e como a fabricação de consensos históricos pode, paradoxalmente, ocultar as continuidades autoritárias que permeiam o presente.

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