Linhas e Curvas, Cinzas e Cores: Estrangeiros e estrangeirismos na obra de Gilberto Freyre

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    • 1
      Autor
      Freitas: Mendes Indisponível
    • 2
      Páginas
      216 Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      16 x 1 x 23 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9786556127965 Indisponível
    • 9
      Situação
      Lançamento Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      05/02/2026 Indisponível
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Uma leitura original e sensível da obra de Gilberto Freyre, iluminando um eixo nem sempre colocado no centro do debate: o papel das presenças estrangeiras - pessoas, técnicas, objetos, ideias - na formação social e cultural brasileira. O livro Linhas e curvas, cinzas e cores foi vencedor do III Concurso Internacional de Ensaios - Prêmio Gilberto Freyre 2024/2025. Resultado de uma pesquisa amadurecida ao longo de mais de uma década, o ensaio de Isabella Mendes Freitas percorre a produção freyriana como quem caminha por uma paisagem cheia de desvios, texturas e sobreposições. O fio condutor desse percurso está nas marcas deixadas por estrangeiros e estrangeirismos no Brasil, especialmente na cultura material, na vida cotidiana, na técnica e nos modos de habitar o espaço. A autora revisita textos fundamentais das décadas de 1930 e 1940, com atenção especial a obras menos frequentadas, como Um engenheiro francês no Brasil e Ingleses no Brasil. Nesse movimento, evidencia uma inflexão importante no pensamento de Freyre: da crítica aos excessos europeizantes do processo civilizador à valorização de experiências estrangeiras capazes de dialogar com o meio tropical, suas paisagens, seus ritmos e suas formas de vida. Ao analisar figuras como o engenheiro francês Louis-Léger Vauthier, Isabella Mendes Freitas revela como Freyre associou engenharia, arquitetura, técnica e cultura, atribuindo centralidade a agentes discretos - artífices, técnicos, trabalhadores - e a objetos cotidianos, frequentemente ausentes das narrativas clássicas das Ciências Sociais. Casas, máquinas, ruas, materiais de construção e utensílios tornam-se chaves interpretativas para compreender o Brasil em transformação. O prefácio de Fernanda Arêas Peixoto, professora titular da USP, sublinha o caráter ensaístico da obra e a força de sua proposta interpretativa. Para a antropóloga, o livro acompanha Freyre sem a pretensão de capturá-lo por completo, mas apontando caminhos férteis para segui-lo em sua escrita aberta, marcada por ambivalências, desvios e invenção. Publicado pela Global Editora em parceria com a Fundação Gilberto Freyre, Linhas e curvas, cinzas e cores amplia o debate sobre o Pensamento Social Brasileiro ao recolocar em cena temas como ecologia social, patrimônio cultural, técnica, memória e adaptação. Um ensaio que observa o Brasil pelos detalhes.

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