O livro analisa a criação do Ministério da Cultura (MinC), concebido em meio ao processo de redemocratização do Brasil, e acompanha o desenvolvimento institucional da pasta. A obra aponta que a intermitência do MinC está entrelaçada com a dinâmica política intrínseca ao processo de transição democrática do país e com as regularidades e contradições inerentes à Nova República. Seu foco está nas disputas entre os principais atores políticos, em seus interesses e nas estratégias adotadas para a consolidação de uma pasta autônoma, separada do Ministério da Educação.Ao problematizar as fragilidades institucionais da pasta e apontar seu percurso intermitente, este livro procura demonstrar, entre outros aspectos, que o MinC apresenta uma surpreendente capacidade de retornar.