Diante do fim de uma amizade marcada pelas diferenças de origem social, o protagonista passa por um processo de autoconvencimento a partir de seus atributos de pragmatismo, materialismo e modernidade. Envolvendo sua relação com a namorada, seus pensamentos chegam a um ponto de confusão mental, cuja despersonalização é traduzida de forma física na manhã seguinte: seu reflexo desaparece do espelho. Tomado de terror, o personagem explora a vergonha, o orgulho, a culpa e a inveja na descaracterização que sofreu. Na estranha imagem entre nós, é um livro de realismo fantástico, em que o relato se confunde com os julgamentos difusos do narrador, na forma de um monólogo interrompido por poucos diálogos.