NEGÓCIOS ENTRE ESTADO E PARTICULARES - A VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PROTEÇÃO À CONFIANÇA NAS RELAÇÕES PRÉ-NEGOCIAIS
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Autor : Marcelo Ribeiro Losso
Editora : JURUÁ EDITORA
Páginas : 346
Edição : 1 - 2017
Ano : 2017
Origem : NACIONAL
Encadernação : BROCHURA
Dimensões : 15 x 1.8 x 21
ISBN : 9788536267012
Situação : Sob Encomenda
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Os particulares se relacionam com a Administração Pública em decorrência dos chamamentos e promessas por ela realizados, seja mediante editais de licitação, tratativas visando à contratação por dispensa ou inexigibilidade, editais de concurso público, observância de normativas, etc.Contudo, infelizmente a Administração Pública é pródiga no descumprimento das próprias regras e das tratativas realizadas, mesmo quando já avançadas as negociações com terceiros.É compreensível que o particular deseje evitar surpresas na conduta da Administração, que possam ferir seus interesses ou frustrar-lhe as expectativas. Diante disso, pergunta-se: como é possível resguardar a confiança, as expectativas e os interesses dos particulares que com ela interagem?A presente obra aborda a responsabilidade da Administração pela violação do princípio da proteção à confiança na fase de tratativas pré-negociais entre o Estado e os agentes privados, bem como o impacto dessa violação e as possíveis formas deproteção à confiança - procedimental, substancial e compensatória.A proteção procedimental é a tutela que garante a necessidade de ser observado um procedimento processual prévio à adoção de medidas que resultem na violação de uma expectativa legítima, tragam prejuízos ou reduzam vantagens já concedidas aos administrados.A proteção substancial da confiança significa a tutela da confiança do particular mediante normas jurídicas que visam à manutenção e estabilização das relações jurídicas decorrentes da relação entre a Administração Pública e o particular e pode se dar de diferentes formas: pela preservação do ato e pela criação de regras de transição.Por fim, entende-se como proteção compensatória da confiança o dever estatal de ressarcir os prejuízos decorrentes da frustração de expectativas legitimamente depositadas pelos particulares no comportamento da Administração, quando não for viável a tutela procedimental ou substancial, ou quando os efeitos dessas se mostrem inócuos.
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