Neste livro, Tainara Pinheiro navega entre antropologia epsicanálise para investigar que descobrir-se negra é um evento atravessado pelotempo e pelo racismo. Com uma escrita sensível e afiada, ela constrói umaetnografia comprometida com a escuta, revelando o autorreconhecimento racialcomo um marco temporal que atravessa a experiência de ser mulher negra naAmazônia.Longe da pretensa neutralidade acadêmica, a autora seinscreve na pesquisa como sujeito e pesquisadora. Lembra-nos que ser negra éconstrução histórica, subjetiva e coletiva, desafiando-nos a pensar a negritudecomo um evento que inaugura novas temporalidades e possibilidades deexistência.Esta obra é um espaço de diálogo e de transformação: paraquem pesquisa, para quem lê, para quem escuta e para quem vive.Ivonete Pinheiro, antropóloga