O livro O comendador: José Francisco Morteiro reconstrói a trajetória do imigrante português que fundou Hamaitá e uma figura influente no rio Madeira, durante o ciclo da borracha. A obra utiliza parte de sua biografia para analisar as redes de relações sociais, compadrio e alianças familiares que possibilitaram a formação de uma elite regional na Amazônia do século XIX. Ao abordar suas atividades como comerciante, cônsul da Bolívia e coronel da Guarda Nacional, também revela as contradições de seu poder, mostrando que sua riqueza esteve ligada à exploração de trabalhadores indígenas e migrantes e à ocupação violenta de territórios.