"Desiderio desideravi hoc Pascha manducare vobiscum antequam patiar - Desejei ardentemente comer esta Páscoa convosco antes de padecer (Lc 22,15). Como nos recordou o Papa Francisco, "estas palavras de Jesus, com que se abre a narração da última Ceia, são a fresta através da qual nos é dada a surpreendente possibilidade de intuir a profundidade do amor das Pessoas da Santíssima Trindade para conosco". Se meditarmos bem tais palavras, veremos que o amor de Jesus na Eucaristia é um amor inflamado.Sim! Nosso Senhor fez-nos ver, como que por uma fresta, o fervor que ele tinha (e tem) no ato de entregar-se a nós e por nós naquele Santíssimo Sacramento que Ele mesmo nos deixou como memorial de sua Páscoa. É por isto que o livro que o caro leitortem em mãos, O segredo das comunhões fervorosas, é uma preciosidade. Escrito "por um Padre do clero de Namur" (Bélgica), ele é um oportuno subsídio para ajudar o católico que deseja corresponder ao fervoroso amor de Cristo a comungar bem. De fato, acomunhão "suficientemente correta" é aquela feita em estado de graça. Isto, no entanto, não significa comungar fruindo de todos os frutos que a Eucaristia pode oferecer à vida de um discípulo. Há algo que, mesmo inspirado pelo Espírito, compete a nós e não se pode "dar por descontado" pelofato de se estar em graça de Deus. Refiro-me ao comungar fazendo um profundo ato de amor e de fé. Afinal, as coisas mais belas da vida não se baseiam no "mínimo suficiente" e no "meramente válido". O amor é amais bela coisa da vida. E ao Amor com amor (e fervor) se reponde! A Editora SCJ tem, assim, o prazer de oferecer aos leitores de hoje um livro secular.