Na Ribeirão Preto de Daniel Francoy, cervejas baratas, roupas de segunda mão e livros jogados no lixo se tornam matéria que impregna a existência. Em meio a essas vidas invisíveis, o corpo de uma moradora de rua é incendiado. O gesto brutal e anônimorepercute silenciosamente em diferentes trajetórias. Será o acontecimento um sonho? O que será realidade ou ficção nesta cidade tão concreta quanto evanescente? O próprio leitor será convidado a decidir. Tudo isso sob a lente a um só tempo irônica elírica de um autor que produz uma prosa tão potente quanto inclassificável.