Oswald de Andrade, Dioniso, João Linguiça (Hanswurst), Romeu e Julieta, Anne Waldman, Virgílio, Helena, São João da Cruz, Inger Christensen, Aristófanes, Jeanne Callegari. Quem - em sua mais sã e imaginativa vida poderia imaginar esse heteróclito conjunto performando em um único objeto, este livro, que você, cara leitora, caro leitor, tem agora em mãos? É aqui, topologicamente falando, que a tradução encontra seu lugar performativo, pois não se trata apenas de passar de uma língua a outra, masde reconfigurar os eventos da linguagem com léxico e com afeto, de sustentar os mais diversos acontecimentos fônicos por escrito. Esse evento não é nada fácil. Além disso, o caráter participativo se expande feito uma proposição de jogo: se este livro-hidra tanto tem diversas cabeças, quanto dispõe de diversas máscaras, é para que participemos dele, com cada uma e cada um dos autores, de uma interminável festa da leitura. Evoé! Eduardo Jorge de Oliveira - Instituto Suíço de Tecnologia - Zurique