Pesquisas Decoloniais: Olhares do Sul sobre Discursos, Práticas e Formações Docentes nasce do gesto coletivo de escuta, insubmissão e reinvenção. Reúne vozes comprometidas com uma educação linguística crítica, antirracista e enraizada em perspectivasdo Sul global, convocando leitores/as a questionar as formas hegemônicas de produzir saber, ensinar línguas e formar docentes. Organizada por quatro integrantes do grupo de pesquisa EAL - Ensino e aprendizagem de línguas: abordagens, metodologias etecnologias (UERJ/CNPq), a obra traça caminhos em direção a uma educação linguística em prol da justiça social, equidade racial, pluriversalidade e transformação.Os capítulos aqui reunidos promovem deslocamentos teóricos e metodológicos que desnaturalizam lógicas coloniais ainda inscritas nos currículos, nas práticas docentes e nos regimes de verdade acadêmicos. Também faz parte desse movimento a ênfase em práticas pedagógicas que tensionam sentidos cristalizados de língua, ensino e aprendizagem, abrindo espaço para um fazer docente crítico, socio-historicamente situado e politicamente implicado. Ademais, forja a articulação de multiletramentos, humanidades digitais e tecnologias emergentes como territórios de disputa simbólica, onde materiais didáticos e textos digitais se tornam ferramentas de engajamento crítico e emancipação.Com prefácio de Kleber Aparecido da Silva (UnB) e uma entrevista com Aparecida de Jesus Ferreira (UEPG) - referência incontornável da educação antirracistano Brasil -, o livro destina-se a docentes, estudantes e pesquisadores/as que se recusam à neutralidade e acreditam na educação linguística como espaço de luta, criação e insurgências.