Neste livro rebelde e festivo, Jean Tible escova a história das revoltas modernas à contrapelo, descobrindo brechas luminosas nas lutas quilombolas, socialistas, indígenas, anarquistas, feministas, antirracistas; de piratas às bruxas, passando por autonomistas e abolicionistas. Os ensaios presentes em política selvagem nos convidam a partilhar o percurso de uma viagem coletiva, visceral e caleidoscópica das lutas populares desde baixo, radicalmente contra toda forma de opressão e dominação. "Este livro é para ser carregado debaixo do braço e lido no ônibus, no trem, na rua, na praça. Um pouco antes da tempestade." - Lincoln Secco "Ao pensar a política na rua, na praça, na estrada e na mata, Jean Tible apresenta uma teoria da democraciaque a encontra lá onde a polícia e a milícia matam sem medo de consequências jurídicas; lá onde foi assassinada a representante preta e lésbica da favela, do Complexo da Maré; lá onde pessoas pretas e/ou pobres diariamente confrontam a brutalidade policial e a precariedade econômica. Ao fazê-lo, política selvagem nos oferece um ponto de partida para recompor o arsenal disponível para a crítica da arquitetura política liberal, em particular de sua composição mais recente, o Estado-Nação." - Denise Ferreira da Silva "Pode causar surpresa a filiação marxista de Tible. Mas trata-se do Marx das revoluções de 1848 e da Comuna de Paris cujo legado para a imaginação insurgente é a inspiração para revoltas futuras. A mensagem das insurreições é voo da flecha, infinitamente mais importante do que o alvo que ela atinge ou deixa de atingir - metáfora do poeta Rilke para amores desesperados de atingir seu fim. As ebulições no Brasil, após 2008 contra Wall Street, de 1968... a lista é longa e comprova a incrível erudição compromissada desse estudo que é insurgente no conteúdo e também na anarquia na disposição de capítulos e na numeração não-linear. Sem a ilusão de alternativas estatais e personalistas e com sua estima pela sabedoria das massas insurrectas, é um livro iluminado pelo ânimo rebelde." - Mauro W.B. Almeida "Jean Tible abre uma janela para observar o que está fora da relação mórbida das irmãs inseparáveis civilização e barbárie" - Silvia Beatriz Adoue