Com a serenidade de quem aprendeu a escutar a saudade, Ivone Gebara retorna à própria infância para reencontrar a voz de Ricardina, mulher mineira que trabalhou na casa de sua família em São Paulo e que se fez exemplo de humanidade, fé e simplicidade. Em pequenas cenas de quintal e cozinha, a autora tece uma colcha de memórias em que perguntas difíceis se entrelaçam com cotidianos difíceis, abrindo espaço para pensar raça, classe e gênero sem idealizações. Um livro fantástico sobre a pedagogia do amor, a força do cotidiano e a herança das mulheres que sustentam o mundo com as mãos.