De um lado, uma história narrada na voz mental de um velho indígena em coma, com a autoridade de quem só tem o passado pela frente. Do outro, um grito de socorro na voz de uma jornalista massacrada pelo amor e pelas duras pautas do presente, em um mundo descrente de qualquer esperança de futuro. No meio, um encontro que mudará para sempre o destino de ambos - e o de todos nós. Nesta obra íntima e épica, em que a jornada do herói nos convida a viajar entre a realidade e a fantasia, Ciro D'an não separa o sangue da poesia: temos mais de natureza do que somos capazes de negar.