Sopro palestinegro, de Fred Moten, é um breve e contundente ensaio quearticula palestinidade e pretitude para pensar as relações entre colonialismo,genocídio e Estado. Em poucas páginas, Moten desenvolve uma reflexãofilosófica que ultrapassa a denúncia da violência colonial para imaginarformas de existência, solidariedade e resistência para além do Estado-nação.Embora possa ser lido de forma totalmente independente, o texto nasce dodiálogo com O direito de mutilar, obra fundamental de Jasbir Puar, da qualretoma algumas questões centrais para levá-las a novos desdobramentosteóricos e políticos.