A obra investiga as relações entre fé e poder a partir do conceito de teologia política, partindo da célebre tese de Carl Schmitt de que os conceitos modernos do Estado são teologias secularizadas. O autor analisa como essa tradição alimenta o cristofascismo neoliberal presente em contextos como o Brasil e os EUA, ao mesmo tempo em que explora versões radicalmente democráticas da teologia política articuladas com a noção filosófica de an-arquia - a ausência de fundamento - em Heidegger, Nietzsche, Deleuze e Agamben. A partir desse horizonte, examina teologias políticas feministas, negras e decoloniais que substituem soberania e obediência por contingência, potência e diferença, abrindo novos campos de disputa emancipatória.