TERRA-MUNDO: PARA DESFAZER O HABITAR COLONIAL

SKU 324136
TERRA-MUNDO: PARA DESFAZER O HABITAR COLONIAL

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9788571262812
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    • 1
      Autor
      Malcom Ferdinand Indisponível
    • 2
      Editora
      UBU EDITORA Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      15.5 x 23 x 1.7 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9788571262812 Indisponível
    • 9
      Situação
      Pré-Venda Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      10/09/2026 Indisponível
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Neste livro, Malcom Ferdinand investiga as raízes coloniais de um dos maiores desastres ecológicos da atualidade: a contaminação generalizada das Antilhas pelo agrotóxico clordecona. Longe de ser um acidente isolado, o envenenamento deliberado da população - que atinge mais de 90% dos habitantes -, do solo e dos rios da Martinica e de Guadalupe é uma das consequências do "habitar colonial": um modo violento, racista e patriarcal de se relacionar com a Terra, estabelecido pelas colonizações e escravizações da modernidade capitalista.Por meio de uma narrativa interdisciplinar dividida em cinco atos, Ferdinand mostra como a estrutura da plantation transformou a Martinica e a Guadalupe em territórios de exceção jurídica, onde a busca pelo lucro na indústria da banana justificou um verdadeiro ecocídio e a desumanização de corpos racializados. A obra denuncia a "produção de ignorância" e a exclusão sistemática dos povos antilhanos dos processos de decisão política e científica que afetam sua própria vida e os ecossistemas.Para além do diagnóstico da destruição e inspirado por pensadores como Frantz Fanon e Édouard Glissant, Ferdinand propõe uma justiça decolonial que conecta as lutas antissenhoriais contemporâneas às lutas antiescravistas do passado, em um prolongamento transgeracional de uma luta ancestral. Ao imaginar um Estado sem plantation, fundamentado em uma ciência crioula e em uma nova poética do cuidado, o autor nos convida a repensar a relação da humanidade com todo o tecido vivo, a amar a Terra e a inventar formas mais justas e dignas de lidar com os outros seres que nela habitam.

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