Um piano nas barricadas: por uma história da autonomia, Itália 1970

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    • 1
      Autor
      Tarì: Marcello Indisponível
    • 2
      Editora
      GLAC EDIÇÕES Indisponível
    • 3
      Páginas
      384 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2020 Indisponível
    • 5
      Ano
      2020 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      12 x 1 x 17 Indisponível
    • 9
      ISBN
      9786580421046 Indisponível
    • 10
      Situação
      Esgotado Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      01/01/2020 Indisponível
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Nos turbinados dos filmes sociais e políticos dos anos 1970 na Itália, a Autonomia é apresentada como um método intermediário entre Marx e a antipsiquiatria, a Comuna de Paris e a contracultura, o dadaísmo e o insurrecionalismo, o operaísmo com o feminismo e muitas coisas com outras muitas coisas. Mas, acima disso tudo, a Autonomia apresentou uma descontinuidade profunda com a prática do Movimento Operário oficial. Não era e nunca foi uma organização, mas uma multiplicidade que se organizava a partir de onde residia, trabalhava ou estudava os sujeitos que a deram forma. Na Autonomia, de fato, muitas autonomias específicas surgiram e coexistiram: dos operários, dos estudantes, das mulheres, dos homossexuais, dos prisioneiros, melhor, de qualquer um que escolhesse, a partir de suas próprias contradições, o caminho da luta contra o trabalho assalariado e o Estado, ou seja, um modo reluzente de subversão da vida. Se o Movimento dos anos setenta acabou sucumbindo às forças combinadas da máquina estatal e do Partido Comunista, a história da autonomia destaca-se desse contexto, pois é a de uma aventura revolucionária cuja incandescência atual é mais relevante do que nunca. As relações entre Autonomia e os demais movimentos da extrema esquerda italiana - de Potere Operaio a Lotta Continua, de Lotta Communista ao Manifesto - são explicadas em teoria e ação. Como os grandes momentos da autonomia - um comunismo "impuro", que reúne Marx e a antipsiquiatria, a Comuna de Paris e a contracultura americana, dadaísmo e insurrecionalismo, trabalhadorismo e feminismo". Tarì nunca escreve que autonomia foi o nome de uma organização: deve-se sempre referir-se às autonomias, das trabalhadoras, dos estudantes, das mulheres, dos homossexuais, dos prisioneiros, das crianças "de quem teria escolhido o caminho de a luta contra o trabalho e contra o Estado, a secessão com a fantasia da sociedade civil e a subversão da vida em conjunto com os outros". E se o movimento acaba sucumbindo sob as forças combinadas da máquina estatal e do Partido Comunista, sua história é a de uma aventura revolucionária cuja incandescência está mais do que nunca presente nos nossos dias.

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