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Representando, a par de Cabral de Moncada, a mais significativa expressão da reflexão filosófica-iurídica portuguesa da primeira metade do século xx, António José Brandão (1906-1984) legou-se uma obra especulativa de notável profundidade, seriedade e rigor, vazada numa prosa de invulgar qualidade literária, mas que, até agora, era dificilmente acessível, por ser constituída por trabalhos acadêmicos de limitada circulação e por estudos e ensaios dispersos por revistas que hoje apenas é possível encontrar em reduzido número de bibliotecas.