A tentação ecofascista: ecologia e extrema direita

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    • 1
      Autor
      Madelin: Pierre Indisponível
    • 2
      Páginas
      208 Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      14 x 1.5 x 21 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9786557175538 Indisponível
    • 9
      Situação
      Pré-Venda Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      17/04/2026 Indisponível
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É possível relacionar a extrema direita à defesa do meio ambiente? Essa junção pode parecer estranha e nada óbvia, mas já é observável em diferentes países e grupos. Em A tentação ecofascista: ecologia e extrema direita, Pierre Madelin apresenta essa ligação e demonstra de que forma ela está presente em ações, teorias e falas ao redor do mundo. Demografia, imigração, controle de natalidade e negação à globalização são alguns dos assuntos que permeiam o imaginário ecofascista: "Como há grandes chances de que a articulação entre temáticas ambientais e temáticas identitárias, ainda embrionária, se intensifique nos próximos anos, à medida que as crises ambientais e migratórias se agravarem, espero que este livro, situado na fronteira da história das ideias, da cartografia intelectual e da prospectiva política, possa preencher essa lacuna e constituir uma fonte útil para todas as pessoas que desejem compreender melhor os desafios relacionados a essa temática", escreve o autor. Madelin inicia a obra apresentando os diferentes sentidos dados a esse conceito na história das ideias ecológicas e segue mostrando que o ecofascismo não tem de fato uma história política e sim uma história intelectual. Casos contemporâneos são tratados nos capítulos seguintes, com enfoque na França e nos Estados Unidos. O autor também questiona a possibilidade de o movimento inspirar, em um futuro próximo, governos ou regimes políticos ecofascistas. "Tentarei identificar os desafios intelectuais e políticos que as ideologias ecofascistas impõem às ecologias políticas que se preocupam em articular a defesa do mundo não humano com uma radicalidade emancipatória para os próprios seres humanos", escreve. Trechos "Consequentemente, o ecofascismo deveria ser entendido como uma ideologia segundo a qual existem seres supranumerários que comprometem não apenas a capacidade de regeneração da natureza, mas também o bem-estar dos demais membros da sociedade, e dos quais, portanto, pode ser necessário se livrar em nome do 'bem comum'; uma tendência a ser considerada de que populações específicas, que se acredita que perturbam os equilíbrios da biosfera por suas práticas ou por seu número, devem ser eliminadas. Dado o racismo persistente nas sociedades contemporâneas, contudo, podemos apostar que essas populações seriam em sua maioria racializadas; assim, devemos acrescentar ao ecofascismo uma quarta dimensão, a saber, o racismo e o identitarismo, desde já perceptíveis em muitas da

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