Esta obra aborda a explosão do desemprego juvenil e como organizações internacionais, como a OIT e a ONU, moldam as políticas públicas nos países do BRICS. Através de uma análise instigante, o texto questiona se a agenda do "Trabalho Decente" promove uma homogeneização das políticas de mercado de trabalho sob a lógica neoliberal da Teoria do Capital Humano, trazendo o conceito de Teoria de Capital Humano Ressignificada, o qual, segundo a autora, mantém a lógica da Teoria do Capital Humano original (focada em competência e autorresponsabilização), mas a associa a elementos do Capital Social, como cultura moral, cívica e empreendedora. A pesquisa revela que, na prática, a ressignificação pode "esconder" a natureza conflituosa das relações de classe e contribuir para a reprodução do senso comum e dos valores da classe dominante, permitindo a continuidade da desigualdade social sem grandes questionamentos sobre as instituições e sem reconhecer e lutar por direitos sociais e coletivos. Entre desafios metodológicos e análises de agendas internacionais, a obra convida o leitor a descobrir se o BRICS apresenta alternativas reais ou se está apenas replicando modelos globais de controle da força de trabalho.