"Escrevo estas breves linhas de memória, sem consultar o livro. O que sei é que o episódio protagonizado por César Martorano nas grimpas do inverno de Santa Catarina não é apenas um dos mais saborosos do meu livro Chatô, o Rei do Brasil. A entrada em cena do jovem jornalista catarinense, quando começavam a rufar os tambores de guerra da Revolução de 1930, é uma passagem marcante também da vertiginosa biografia de Assis Chateaubriand. Sem a intervenção de César Martorano, Chatô teria sido fuzilado como espião - logo ele, revolucionário de primeira hora. Em boa hora, Moacir Pereira retira do armário o esqueleto desta pequena história que pode ter mudado nossa História."Fernando Morais, escritor e jornalista