Como vinho velho em garrafas novas, a retórica de mercados de carbono, crescimento verde, soluções baseadas na natureza e energias renováveis encobre uma lógica bem conhecida: extrativismo, pilhagem, desigualdade, empobrecimento, expropriação. Nestelivro, vozes proeminentes da pesquisa e do ativismo do Sul Global combatem a hipocrisia dos "Novos Pactos Verdes" do Norte, que, travestidos de sustentáveis e ecológicos, não fazem senão repetir os mesmos métodos de apropriação, crescimento ilimitadoe colonialidade do poder. Além de explicitar as assimetrias globais dessa nova faceta "verde" do capitalismo, estas páginas indicam caminhos para uma transição ecossocial verdadeiramente justa, que desmantele as relações extrativistas e coloniais rumo a um futuro anticapitalista e pluriversal.