A nossa capacidade de imaginar outros mundos possíveis e lutar por vidas vivíveis perpassa por um trabalho de reparação e de justiça. Na relação entre discurso e crítica da cultura, antes de tecermos laços com todos os seres e plantarmos sementes para o futuro, cabe percebermos também como se dá a ordem do mundo que herdamos. Por meio das materialidades linguístico-discursivas e sociossemióticas, podemos acessar as pistas e as marcas de opressões, preconceitos, violências, desigualdades e precariedades, ou seja, como ocorrem jogos de poder e dominação que se estabelecem entre a estrutura e o acontecimento. Com base nessa perspectiva, os artigos que integram esta coletânea promovem pontos de deriva que revelam um fazer acadêmico comprometidocom as causas e demandas sociais, bem como exemplificam as distintas e variadas formas de se realizarem investigações por meio da Análise do Discurso. Os textos foram desenvolvidos por atuais e ex-discentes, em parceria com seus orientadores ou ex-orientadores, dos programas de pós-graduação em Letras da UFSJ, Estudos de Linguagens do CEFET-MG e Estudos Linguísticos da UFMG. As ideias aqui expostas lançam olhares para a transversalidade e procuram semear esperança, a fim de experimentarmos, demodo multirrelacional; outros tempos, espaços e sentidos. Afinal, nossa época nos convida a praticarmos o ser-em-comum, como afirma o filósofo e cientista político camaronês, Achille Mbembe, no livro A Comunidade Terrestre.
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