Esta publicação é resultado de uma aposta coletiva nas escrevivências como ato entre psicanalistas que se dispuseram, numa primeira gira, a compartilhar fragmentos de suas histórias e trajetórias e, numa segunda gira, a tecer elaborações afetivas, políticas e teóricas sobre essas escrevivências. O desafio compartilhado foi tomar a escrevivência forjada por Conceição Evaristo como metodologia a ser encruzilhada com a psicanálise freudolacaniana. A ideia surgiu em 2020, durante a pandemia de Covid-19, quando psicanalistas e pessoas interessadas nos temas do antirracismo, da decolonização, da teoria e da clínica psicanalítica, de diferentes estados do Brasil, reuniram-se virtualmente em um grupo de estudos. Animadas pelo estudo coletivo de textos teóricos e clínicos clássicos, à luz de psicanalistas negras, decidiram realizar essa construção metodológica em ato.