Entre Fendas e Espelhos conduz o leitor ao Hospital CEN, uma instituição futurista onde ciência e tecnologia dominam corpo, mente e emoções. Tudo é monitorado, preciso, controlado. Até que o inexplicável começa a emergir: corredores se distorcem, símbolos brilham sem razão aparente, sombras conscientes atravessam o espaço como se fossem parte dele. A lógica cede ao mistério - e a realidade começa a falhar.Nesse ambiente inquietante, médicos e pacientes são levados ao Umbral, uma dimensão onde medos e dores ganham forma concreta. Ali, o conhecimento técnico não basta. É preciso coragem, entrega e humanidade. O Umbral funciona como um espelho: revela fragilidades e mostra que as prisões mais profundas são invisíveis e internas. É nesse território entre razão e mistério que surgem os Phantons - entidades enigmáticas que escancaram verdades ocultas. Eles não pedem licença nem suavizam suas revelações. Mostram, com clareza brutal, o que se esconde nas rotinas, nos silêncios e nas sombras da mente.Mas os Phantons não são destrutivos - são reveladores. Não tomam - devolvem. Sua presença obriga cada personagem a revisitar traumas, segredos e memórias, numa jornada de transformação onde extraordinário invade o cotidiano.A verdadeira cura não vem apenas da ciência ou do sobrenatural. Ela nasce da compaixão, do perdão, do reencontro com quem somos, da aceitação de nossas múltiplas versões - e da certeza de que ninguém precisa atravessar esse caminho sozinho.Suspense, emoção e espiritualidade se entrelaçam em uma narrativa que desafia os limites da ficção científica. Entre Fendas e Espelhos é mais do que uma história - é uma travessia. Um convite para que o leitor encare suas próprias fendas, seus próprios espelhos. e descubra que, do outro lado, tudo pode se transformar.