"Matemática pura, matemática dura" pretende-se um espelho da palavra, do homem e da cidade; do sonho e do pesadelo também (de tudo que acende e apaga o mundo); da história suspensa, entre o medo e a coragem (de tudo que parece mentira, mas é verdade); daquilo que se pode ver a olho nu, tanto no claro quanto no escuro (a exemplo do lugar aberto ou fechado onde a humanidade se acha ou se perde agora)."Matemática pura, matemática dura" pretende-se um espelho das horas. Por isso, os poemas aqui reunidos se somam aos corpos empilhados na pandemia de covid-19 e às almas, desde então, assustadas, porque precisam flanar pelo centro da vida, margeando a morte. São poemas de azar e sorte.