Um dos méritos do livro está na atenção às dimensões cultural e simbólica da reparação. Ao lado da reparação material e da reabilitação, entram em cena rituais, memória coletiva, preservação de identidade e reconstrução de laços sociais. O leitor compreende, com nitidez, que a justiça penal internacional lida com feridas que não se fecham por sentença e que não se reparam por números. O texto evita o romantismo e a redução burocrática. Reconhece, com elegância, que a dignidade pode ser ferida emcamadas e que sua restauração exige respostas que considerem cultura, território, tradição, trauma e futuro.