O Estado neoliberal

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O Estado neoliberal

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9786561281584
R$ 78,00
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    • 1
      Autor
      Carlos Eduardo Indisponível
    • 2
      Editora
      MÓRULA EDITORIAL (CT) Indisponível
    • 3
      Páginas
      276 Indisponível
    • 4
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 5
      Ano
      2026 Indisponível
    • 6
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      Dimensões
      14 x 0.6 x 21 Indisponível
    • 9
      ISBN
      9786561281584 Indisponível
    • 10
      Situação
      Sob Encomenda Indisponível
    • 11
      Data de lançamento
      20/05/2026 Indisponível
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A visão de que o neoliberalismo defenderia um Estado mínimo é colocada por terra nesta obra de Carlos Eduardo Figueiredo. Ao demonstrar que a tão almejada liberdade de mercado depende das estruturas estatais, o autor apresenta o Estado neoliberal não como um conceito abstrato, mas como uma estrutura que molda o real por meio de múltiplas relações de poder. Mais do que um modelo econômico, o neoliberalismo é compreendido como uma racionalidade política ampla, capaz de reorganizar o Estado, a sociedade e os indivíduos. Ao estabelecer uma relação estrutural entre neoliberalismo e autoritarismo, Figueiredo mostra que a intervenção estatal ocorre tanto de forma direta quanto indireta. Há a macro-repressão dos aparatos estatais, voltada à contenção dos considerados supérfluos aos interesses do mercado; e a micro-repressão, que molda subjetividades em conformidade com essa lógica, tornando o Estado neoliberal um risco para a própria democracia.O Estado, portanto, não se mostra ausente, mas reconfigurado: reduz sua atuação na proteção social e a intensifica na garantia do mercado e nos mecanismos de controle e repressão. Nesse contexto, a democracia é corroída tanto pela perda de sua dimensão social quanto pelo fortalecimento de práticas repressivas e, ao impor limites ao mercado, passa a se constituir como um obstáculo ao neoliberalismo, que tende a enfraquecê-la.Nessa lógica, o sistema penal e os dispositivos de segurança assumem papel central, atuando na gestão das desigualdades e na produção de populações indesejáveis. Com isso, reforça-se o poder punitivo, intensificam- se os mecanismos de exclusão e controle e compromete-se a realização efetiva de uma democracia fundada na justiça social e na proteção dos mais vulneráveis.

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