Este livro nos mostra de que modo os campos da mediação cultural e das artes podem se beneficiar da observação ativa de seus espectadores, trazendo-os para o centro da experiência de fruição. Em lugar de reiterar uma presumida passividade diante de categorias abstratas e de intermediações institucionais, o autor Diogo de Moraes Silva capta as reações espontâneas e até insubordinadas de sujeitos cujas vozes não costumam ser consideradas nas análises do sistema autor-obra-público, em que os dois primeiros quase sempre estão em evidência. Completa este estudo o ensaio artístico Diário da busão, que nos permite acompanhar esses novos públicos que emergem - no recorte proposto, jovens do ensino básico de escolas públicas de São Paulo e seus professores - em espaços que nem sempre estão preparados para os acolher.