Na era da Indústria 4.0, algoritmos moldam silenciosamente nosso destino e nossas decisões fundamentais. De seleções de emprego a policiamento preditivo, delegamos o poder de escolha a máquinas. Sob uma promessa de neutralidade, tais modelos podem ocultar "armas de destruição matemática", na expressão de Cathy O'Neil. Esta obra desvenda a discriminação algorítmica: uma nova face de velhos preconceitos. Com casos reais impactantes - do viés racial em buscas ao sexismo na contratação de talentos -, o autor questiona: quem nos protege quando o "olhar" da máquina é enviesado? Analisando o papel das Autoridades de Controlo e os limites do Regulamento Geral de Proteção de Dados, o autor revela uma lacuna crítica: a proteção jurídica atual foca na dimensão individual. No entanto, grupos inteiros permanecem vulneráveis a formas de opressão automatizada e coletiva. Este livro é um convite urgente à reflexão sobre a dignidade humana na sociedade da informação, na qual a tomada de decisão algorítmica é frequentemente opaca e inacessível ao escrutínio. Descubra por que a regulação dessas tecnologias é o novo campo de batalha pelos direitos fundamentais e pela justiça social no século XXI, em um mundo cada vez mais dependente de dados. Estará o ordenamento jurídico preparado para os desafios éticos e antropológicos da nuvem de bits? Uma leitura essencial para juristas, tecnólogos e cidadãos que buscam entender os riscos da era digital. O futuro da nossa autonomia e do desenvolvimento da nossa personalidade está sendo programado agora.