FRONTEIRAS DA DENPEDÊNCIA: URUGUAI E PARAGUAI

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9786587235356
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    • 1
      Autor
      ‹ ›
      MALDONADO, FÁBIO Indisponível
    • 2
      Editora
      ‹ ›
      EDITORA ELEFANTE Indisponível
    • 3
      Páginas
      ‹ ›
      288 Indisponível
    • 4
      Edição
      ‹ ›
      1 - 2021 Indisponível
    • 5
      Ano
      ‹ ›
      2021 Indisponível
    • 6
      Origem
      ‹ ›
      NACIONAL Indisponível
    • 7
      Encadernação
      ‹ ›
      BROCHURA Indisponível
    • 8
      ISBN
      ‹ ›
      9786587235356 Indisponível
    • 9
      Situação
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A Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu a Ciudad del Este, foi inaugurada em 1965, mas nossa relação com o Paraguai continua marcada por exploração e preconceito. Mais ao sul, o pequeno território que se inicia depois do Chuí, muitas vezes idealizado por seus indicadores sociais, também é alvo de nossos estereótipos. Contra os prejuízos do desconhecimento, os artigos de Fronteiras da dependência: Uruguai e Paraguai são uma excelente introdução crítica aos vizinhos que mais sofreram - e sofrem- a influência do Brasil. No início do século XIX, o atual Uruguai chegou a ser incorporado pelo Império brasileiro, e, passadas algumas décadas, o Paraguai esfacelou-se em uma guerra liderada por Dom Pedro II. Cem anos depois, as ditaduras de Assunção e Montevidéu colaboraram estreitamente com os generais de Brasília. Desde a Independência, o capital e os interesses brasileiros se fazem sentir na economia uruguaia e paraguaia. A partir dessas relações, e para além delas, a hipótese principal dolivro é que, hoje, essas duas nações constituem as fronteiras do capitalismo dependente na América Latina. E vivem esse fenômeno em polos opostos: enquanto o Uruguai atravessa o outono da cidadania salarial, a acumulação por despossessão que caracteriza o Paraguai se propaga pela região. Os 42 textos desta edição passeiam por temas como história, economia, movimentos sociais, sindicais, indígenas e feministas, e também refletem sobre as causas e consequências dos governos progressistas que chegaram à presidência em ambos os países: apesar de guardarem gritantes diferenças, as trajetórias de Tabaré Vázquez, José Mujica e Fernando Lugo permitem compreender ainda mais, por contraste, a realidade política uruguaia e paraguaia.

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