Se você já se questionou por que, apesar de tantas teorias pedagógicas modernas, a escola continua refém da cultura da nota e da prova escrita, este livro oferece uma leitura interessante. Ele não apenas teoriza, mas desnuda as raízes históricas e os reais impactos sobre quem vivencia o cotidiano da escola pública. A obra percorre a lógica dos exames para explicar a origem de nossas práticas, demonstrando que o sentido hegemônico da avaliação da aprendizagem é uma construção histórica presente desde a gênese da escola no Brasil.Os relatos estudantis expõem a avaliação como fonte de sofrimento emocional, causadora de ansiedade, estresse e baixa autoestima, muitas vezes, vista como punição e não como apoio. Por outro lado, os professores apontam a sobrecarga de trabalho, a escassez de tempo para o planejamento e a pressão burocrática como barreiras que impedem a realização de uma avaliação verdadeiramente diagnóstica.Mais do que uma crítica, o livro é um convite à mudança de compreensão de pessoas interessadas sobre a avaliação da aprendizagem. Ele desafia a leitora ou o leitor a superar a visão da avaliação como instrumento de aprovação ou reprovação e a compreendê-la como um ato de investigação e diagnóstico. Essa mudança pode subsidiar a participação de docentes e estudantes em decisões pedagógicas que assegurem as condições necessárias para a aprendizagem de todos.