ÁGUA BRUSCA: POÉTICAS DE PROCESSO

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ÁGUA BRUSCA: POÉTICAS DE PROCESSO

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9788546907953
R$ 180,00
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    • 1
      Autor
      CAETANO DIAS Indisponível
    • 2
      Editora
      WMF - COEDIÇÃO (WF) Indisponível
    • 3
      Edição
      1 - 2026 Indisponível
    • 4
      Ano
      2026 Indisponível
    • 5
      Origem
      NACIONAL Indisponível
    • 6
      Encadernação
      CAPA DURA Indisponível
    • 7
      Dimensões
      16.6 x 24.2 x 3.7 Indisponível
    • 8
      ISBN
      9788546907953 Indisponível
    • 9
      Situação
      Lançamento Indisponível
    • 10
      Data de lançamento
      02/06/2026 Indisponível
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Fruto de quinze anos de gestação, Água brusca recusa classificações estáticas, situando-se na fratura entre criação literária, ensaio crítico e documentação de artes visuais. Publicado pela WMF Martins Fontes, o livro investiga as tensões entre a ferida colonial e a ancestralidade diaspórica a partir de uma proposição conceitual que o distingue: a autofagia como método - não a devoração do outro, mas o consumo de si e das próprias referências como condição para que novas formas emerjam.A obra percorre territórios de simbolismo denso, como o Raso da Catarina e as ruínas de Canudos, tratando a história como "matéria ignífuga" - aquela que resiste ao fogo e ao esquecimento, mineralizando-se na linguagem. Por meio de uma tríade de personagens míticos (Ìyá, Cândido e Kékeré) e de soluções formais radicais - entre elas a voz coletiva de uma colônia de cupins que narra sua própria erosão -, Caetano Dias estabelece um diálogo tenso com o cânone brasileiro. De Euclides da Cunha a Guimarães Rosa, as referências são subvertidas por uma escrita que funde iorubá transliterado, sertanês arcaico e português contemporâneo sem que nenhuma dessas camadas ceda à ornamentação.Com projeto gráfico de estética minimalista, o livro opera como dispositivo transmidiático: não apenas documenta instalações feitas de cobre, cera e açúcar, mas instaura uma cosmogonia viva, onde a "água brusca" do sertão torna-se elemento de uma epistemologia que o livro não explica - encarna. Os traumas históricos não são tema, são estrutura. E é essa recusa em separar forma de ferida que faz de Água brusca uma obra que permanece depois de lida - não pelo que revela, mas pelo que preceitua.

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